Húmus
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Húmus: uma receita e várias dicas

Húmus – adoras ou detestas? Eu sou do primeiro clube: adoro húmus!

A primeira que vez que provei húmus foi quando vivi em Chicago… como não sabia cozinhar nadinha, ia a muitos restaurantes e fartei-me de experimentar coisas novas. Uma delas foi a cozinha do médio oriente e foi aí que descobri o húmus!

Passados uns anos, voltei a comer em Londres, num restaurante em Kensington, cujo nome não me lembro mas que tinha uns puffs à volta das mesas, em vez de cadeiras, e apesar do húmus e pão pitta deliciosos, lembro-me sobretudo da enorme dor de estômago que tive por comer semi-agachada. Felizmente foi uma moda que passou, essa dos puffs nos restaurantes. Uff!

Grão: uma base proteica

Hoje em dia o húmus deixou de ser um prato étnico para passar a fazer parte do “mainstream” em resultado da tendência crescente para a adopção de dietas vegetarianas (e até veganas).

Sendo feito à base de grão, o húmus é muito utilizado como a componente proteica de refeições e snacks de quem quer fazer uma alimentação saudável de inspiração mediterrânica.

Além do grão (de bico) ingredientes são o tahini, alho, limão e temperos que vão variando conforme a receita. Os cominhos moídos são clássicos aqui – em quantidades a ajustar conforme o gosto. Também é frequente adicionar uma pitada de pimenta caiena, que lhe dá uma certa vida.  Ou curcuma, para beneficiar das propriedades anti-inflamatórias desta especiaria.

Outras cores e sabores

O húmus original é ‘beje’ (em moda diz-se taupe … eh, eh) e só leva mesmo os ingredientes que enumerei acima.

Húmus

Mas a criatividade é infinita e os livros de cozinha são pródigos em alternativas: com beterraba (fica lindo, cor-de-rosa), com pimentos assados (fica da cor do pimento), com ervilhas/favas/abacate (fica obviamente verde), etc…

Eu prefiro o original, mas no Instagram ficam bem as outras cores 😉

E a receita afinal ?

A receita de húmus é bastante simples e totalmente adaptável aos gostos pessoais de cada um.

Ingredientes

  • 400 grs de grão de bico cozido
  • 1 colher de sopa de tahini
  • sumo de meio limão
  • 1 dente de alho picado
  • 1/2 colher de chá de cominhos moídos
  • 1/4 de colher de chá de sal marinho
  • uma pitada de pimenta preta
  • 100 ml – 150 ml de água quente
  • Opcional: pimenta caiena para polvilhar

Método

Escorre bem o grão, quer tires da embalagem quer o tenhas cozido tu.

Num robot de cozinha (ou na Bimby se tiveres) põe todos os ingredientes, excepto a água quente e a pimenta caiena.

Começa por bater a baixa velocidade e vai aumentando. Deve demorar uns 2 minutos a ficar uma pasta homogénea.

Junta a água quente gradualmente, para ajustar a consistência: pretendes um creme homogéneo, sem granulosidade – é por isso que te sugiro que uses água quente, pois com água fria não fica tão suave. E atenção: podes não precisar de toda a quantidade de água que indiquei.

No livro Receitas Saudáveis, o Jamie Oliver usa iogurte na sua receita de húmus, mas eu não gosto de usar lacticínios sem necessidade, como já sabes se lês este blog 😉

Se gostas de picante, polvilha o húmus com um pouco de pimenta caiena, dá-lhe um toque especial!

Dicas

Quando tiveres um húmus já com a boa consistência – homogéneo, cremoso mas suave – está na altura de ajustar o tempero:

  • podes querer mais sal e/ou pimenta;
  • mais sumo de limão, para um gosto mais fresco;
  • mais cominhos, para um gosto mais oriental;
  • sobre o alho: usando um alho cru, vais sentir bastante o sabor. Podes começar por  usar apenas meio dente de alho e juntar o resto no fim se achares que ficou sensaborão. Uma alternativa é usar um dente de alho assado, que fica com um sabor mais leve e adocicado.

Sabores alternativos

  • Húmus de beterraba: substitui 100 grs de grão cozido por uma pequena beterraba assada ou cozida.
  • Húmus de pimento: junta 1 pimento assado, em tiras ou cubinhos, à receita de base.
  • Húmus verde: ainda não experimentei nenhuma versão, não arrisco a aconselhar… mas ervilhas parecem ser um bom início, assim como espinafres.

Como servir

  • Snack saudável – a meio da manhã ou da tarde, come duas colheres de sopa cheias de húmus com legumes crus cortados em palitos ou, como na foto, em pequenas “colheres” naturais.
  • Buddha Bowls – o húmus pode ser a base proteica de uma refeição vegetariana, como no contexto de “buddha bowls”, as taças ou pratos com um mix de vegetais cozinhados de maneiras diferentes; combina uma fonte de hidratos de carbono como arroz integral, quinoa ou batata doce e ainda alguns toppings como sementes ou rebentos germinados. Para finalizar, um molho saboroso. Se não conheces ainda este conceito, procura no Instagram pois há numerosos exemplos, sobretudo em versões vegan.
  • Aperitivo – o húmus é fantástico servido com pão pitta, como na sua origem.
  • Sandwich – o húmus pode ser usado como componente de uma bela sandwich em camadas…

 

E tu, já experimentaste fazer húmus? Tiveste alguma dificuldade em particular?

 

 

 

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